Ao longo dos anos, observou-se um crescimento significativo da indústria dos moldes em Portugal, que é responsável pela produção de inúmeras peças para setores como o da Saúde, Telecomunicações, Automóvel, entre outros.

Um dos processos mais conhecidos desta indústria é a moldagem por injeção de plásticos, que consiste na produção de peças plásticas personalizadas, através da fundição de grãos de plástico, também chamados polímeros, que são injetados num molde em alta pressão, de forma a serem moldados até ficarem com o formato da peça que se pretende obter. Este é um processo composto por seis etapas: o fecho do molde, a dosagem, o enchimento, a compactação, o arrefecimento e a extração.

A moldagem inicia-se com o fecho do molde, que resulta da movimentação hidráulica ou elétrica das placas que existem na injetora. Este é o processo que junta as duas metades do molde, definindo a zona “em vazio” onde irá entrar a matéria-prima/polímero e assim definir a peça final. Para que este fecho seja perfeito, é usada uma pressão muito elevada para suportar a, também elevada, pressão de injeção.

De seguida, passa-se para a dosagem, que consiste em fundir e homogeneizar a quantidade necessária de grãos de plástico que vão ser injetados nas cavidades do molde. Nesta fase, é preciso ter em conta a temperatura do cilindro, a velocidade do fuso e a contrapressão da mesma.

Finalizada a dosagem, procede-se ao enchimento das cavidades do molde, ou seja, à injeção do plástico, através de movimentos feitos pelo fuso. Este enchimento tem de ser efetuado rapidamente, de forma a evitar que o plástico arrefeça, pois pode afetar o preenchimento total do molde. Pressão de injeção e velocidade de injeção são dois parâmetros a considerar neste procedimento.

Durante a dosagem e o enchimento, a quantidade de matéria utilizada costuma ser maior do que o volume da peça final, o que leva a um aumento da pressão interna das cavidades. Assim, torna-se necessário minimizar essa pressão, de forma a homogeneizar o preenchimento, para que o produto não saia com defeitos. A esta etapa dá-se o nome de compactação.

Logo a seguir, ocorre o arrefecimento, ou seja, a peça começa a arrefecer dentro do molde fechado, solidificando completamente, até ficar com o formato e com as dimensões finais.

Por último, depois de arrefecido, dá-se a extração, retirando-se o produto com a ajuda dos pinos extratores ou da placa extratora.

Apesar de todas estas etapas, o processo da moldagem por injeção de plástico é um método muito rápido, uma vez que a fabricação de uma peça tem uma duração entre 7 a 30 segundos, dependendo da especificidade de cada matéria-prima usada e da complexidade da peça plástica.

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